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Presidente da Associação Novo Horizonte da Gleba Reunidas II comenta decisão do STF sobre reintegração de posse em favor de agropecuária

Presidente da Associação Novo Horizonte da Gleba Reunidas II comenta decisão do STF sobre reintegração de posse em favor de agropecuária
Publicado em 06/11/2024 às 0:02

Fonte: Notícias MT com GN Comunicação

Em uma decisão recente, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou a reclamação movida por famílias assentadas na Gleba Reunidas II e manteve a ordem de reintegração de posse da área em favor da Agropecuária Santo Estevão S/A. A decisão, proferida pelo ministro Dias Toffoli, afeta diretamente cerca de 1.200 trabalhadores rurais e suas famílias, incluindo mais de 200 crianças.

A disputa pela posse da Gleba Reunidas II, localizada em Santa Terezinha, Mato Grosso, remonta a 1998, quando as famílias estabeleceram moradia e iniciaram atividades agrícolas na área. Desde então, a comunidade desenvolveu infraestrutura básica, incluindo moradias, escolas, comércios e serviços essenciais. Os assentados argumentam que a ocupação foi pacífica e que a área foi oferecida pela Agropecuária Santo Estevão à União para fins de reforma agrária, visando saldar dívidas com o INSS. No entanto, a empresa alega que a ocupação foi ilícita e violenta, ocorrida em 1999.

A decisão de primeira instância havia sido favorável às famílias, mas foi reformada após a inclusão de novos documentos no processo, resultando na reintegração de posse em favor da agropecuária. Os moradores recorreram ao STF, buscando suspender a decisão com base na ADPF 828, que estabelece condicionantes para evitar remoções forçadas sem alternativas habitacionais adequadas. Apesar dos argumentos apresentados, o STF manteve a decisão de reintegração, destacando a necessidade de cumprimento das ordens judiciais.

Edilson Vicensi, presidente da Associação Novo Horizonte da Gleba Reunidas II, expressou sua insatisfação com a decisão.

“Infelizmente, negou o recurso, não entrou no mérito do processo, mas já estamos entrando com outro recurso”, afirmou.

Vicensi destacou que a decisão foi monocrática e classificou a situação como uma injustiça. Ele mencionou que a associação tentou negociar com a Fazenda, mas não houve acordo devido ao bloqueio das matrículas pela União, o que impede a venda das propriedades.

“Estamos brigando na justiça, mas está dessa forma. Não sei até quando, mas temos recurso ainda”, concluiu.