TRANSPORTE PÚBLICO
Justiça apreende 30 ônibus e impacta 500 passageiros em Cuiabá

Mais de 500 passageiros tiveram problemas para utilizar o transporte coletivo na região Sul de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (18). Acontece que 30 ônibus da empresa Caribus, que atende 4 bairros, foram apreendidos pela Justiça. Moradores da região fazem um protesto no ponto final do Osmar Cabral.
O presidente do bairro, Thiago Marques, contou que os usuários perceberam que os ônibus não chegavam no ponto desde as primeiras horas da manhã, o que causou estranheza.
“Desde o primeiro horário, por volta das 4h50, a gente percebeu que os veículos não estavam passando, parou. Ficamos sabendo que alguns foram recolhidos, então, os moradores começaram a fazer um protesto por aqui”, disse.
Ao todo, o presidente acredita que 500 pessoas foram impactadas diretamente pela situação. O transporte da empresa Caribus atende, além do Osmar Cabral, os bairros Pedra 90, Pascoal Ramos e Jardim Industriário.
A apreensão se deve a falta de pagamento de um empréstimo firmado pela empresa com o Banco Volvo. Secretaria de Mobilidade Urbana confirmou o fato por meio de nota e destacou ainda que “já encaminhou notificação para que a Caribus coloque ônibus reservas para atender a população. Ao mesmo tempo, dialoga com as outras três empresas concessionárias para preencher esse vazio de oferta deixado momentaneamente”.
Outro lado
“A Caribus Transportes informa que, na manhã desta terça-feira (18), foi surpreendida pela apreensão de nossos veículos, mesmo estando em negociação com o banco para a regularização da situação. Infelizmente, devido a um atraso maior neste mês, a instituição financeira optou por recorrer à justiça.
Estamos totalmente comprometidos em resolver essa questão o mais rápido possível e estamos buscando alternativas para minimizar os impactos dessa situação em nossos colaboradores e clientes.
Reiteramos nosso compromisso com a transparência e manteremos todos informados sobre os próximos passos.
Agradecemos a compreensão e o apoio de todos.”.
A empresa responsável pelos ônibus apreendidos não se manifestou até o momento. A Justiça segue analisando o caso, e não há previsão para a normalização do serviço.

