CRIME HEDIONDO
Adolescente de 15 anos denuncia o próprio padrasto por abuso sexual em Confresa – caso ocorria há 4 anos

Com informações de GN Comunicação e Notícias
Um grave caso de estupro de vulnerável foi registrado no município de Confresa, interior de Mato Grosso, e está sendo apurado pelas autoridades locais. Uma adolescente de 15 anos revelou à equipe pedagógica da escola que estuda que vinha sofrendo abusos sexuais desde os 11 anos de idade, supostamente cometidos pelo próprio padrasto.
A denúncia foi formalizada na Delegacia de Polícia Civil de Confresa no dia 10 de junho, um dia após o mais recente episódio de violência, ocorrido por volta das 22h, na residência da família.
Segundo o boletim de ocorrência, a adolescente fez a revelação à psicóloga da escola, que imediatamente acionou a madrasta da jovem. A madrasta ao tomar conhecimento dos fatos, levou a vítima até a delegacia para que a denúncia fosse registrada.
De acordo com o documento policial, o suspeito de 48 anos, teria praticado os abusos de forma contínua durante os últimos quatro anos. A vítima relatou ainda que as investidas aconteciam sempre dentro de casa, e que o agressor agia sozinho. Com base nas informações prestadas, os investigadores se deslocaram até o local de trabalho do suspeito, um comércio, e o conduziram até a delegacia.
Durante a abordagem, um celular em posse do investigado, foi apreendido. Também foi recolhido o short jeans usado pela adolescente na noite do abuso, peça que já foi encaminhada à perícia técnica para análise de vestígios biológicos, como sêmen ou sangue. O exame tem como objetivo identificar a presença de material genético compatível com o autor do crime.
A Polícia Civil também requisitou exames de corpo de delito para ambos os envolvidos. A vítima foi submetida a exames que buscam confirmar lesões corporais, conjunção carnal e outros atos libidinosos. Já o suspeito foi encaminhado para avaliação médica e coleta de materiais que poderão ser confrontados nos exames periciais.
O delegado responsável pelo caso, Mauro Arruda de Moura Apoitia, determinou celeridade na coleta de provas e no trâmite do inquérito. A vítima está recebendo apoio psicológico e sendo acompanhada por órgãos de proteção à infância e juventude, como o Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Assistência Social.
O caso levanta alertas importantes sobre violência doméstica, especialmente contra menores, que em muitos contextos permanecem silenciadas pela convivência forçada com o agressor. Também ressalta o papel vital das instituições escolares no combate à violência infantojuvenil, ao criar canais de acolhimento e denúncia.

